High-Tech Retail: Como será o comportamento de compra do brasileiro no futuro

High Tech Retail
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Os novos comportamentos de compra pressionam cada vez mais o varejo tradicional a fazer mudanças, e este nem sempre sabe por onde começar. Apesar de o caminho ser aparentemente simples, ou seja, a oferta deve ser equivalente à demanda, as empresas ainda estão bastante focadas exclusivamente na performance e pouquíssimo no entendimento do shopper. É ele que será capaz de direcionar complementaridade e integração necessárias à evolução esperada do ponto de venda, cada vez mais revitalizado e inovador. Consumidor e shopper possuem necessidades distintas, por mais que, muitas vezes, sejam a mesma pessoa.

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Em 2016, a revolução digital alcançou um patamar interessante: o aumento das interações começa a se traduzir em mudanças qualitativas nas relações sociais e, consequentemente, nas relações entre marcas e pessoas. Na Era da Informação, compradores mais conscientes buscam marcas que ofereçam não somente vantagens, mas que sobretudo orientem positivamente suas vidas. Os millennials, que tendem a descartar vendedores ao seu lado o tempo todo, impulsionam a aceleração do conceito omnichannel: comprar quando e onde for mais conveniente, preferencialmente num modelo self-service. Se a rentabilidade por metro quadrado é uma variável importante na gestão das lojas físicas, o conceito de omnichannel pode ser considerado como a forma mais barata de ampliar os negócios e se adequar ao shopper, cuja compra está pautada por experiências.

As lojas físicas vão existir sempre, mas elas vão ter que representar a experiência daquela marca. E algumas marcas proporcionam uma experiência de fato. O ponto de venda do futuro será cada vez mais focado na experiência com a marca e no entretenimento. Será cada vez mais tecnológico.Maria Cecília Cury, Fnac

Vale ainda ressaltar que a população de millennials no Brasil deve atingir um potencial de consumo de mais de R$ 75 bilhões até 2019. Eles estão conectados (82% firmam ter smartphones), buscam por novas tecnologias (55%), utilizam-se das mídias sociais (45%) para pesquisar produtos e apresentam o dobro da frequência de compras online em relação à geração anterior.

A conectividade e o desenvolvimento de países emergentes viabilizaram maior poder de compra às pessoas. As escolhas de produtos, mais criteriosas, e os canais de informação, mais acessíveis, formam um comprador exigente e opinativo. Além disso, o processo de decisão de compras não linear, a multiplicidade de canais e ecnologias e a crise sócio-política-econômica no país moldam o cenário para os próximos três anos. Portanto, desenvolver experiências sedutoras de compras a ponto de influenciar a tomada de decisão e gerar empatia serão fundamentais para reter e fidelizar.

Brasileiros interagem mais com as marcas via redes sociais em relação aos países desenvolvidos. Além de clicarem mais facilmente em likes ou follow, também se sentem confortáveis em compartilhar conteúdos online e contribuir em reviews de produtos.

A mobilidade é impulsionada pela popularidade e pelo acesso aos smartphones, contribuindo para a expectativa de que metade da população global estará conectada digitalmente em 2020, sendo que millennials e a Geração Z irão controlar 47% da renda bruta em 2025.

A recomendação entre amigos sempre pautou a decisão de compra do brasileiro, e não é difícil imaginar que a tecnologia hoje aborda esse comportamento, através das redes sociais. Vivemos uma escala inédita do boca a boca, à medida que as plataformas digitais atingiram um nível massivo de alcance no Brasil – somente no Facebook, são mais de 105 milhões de brasileiros ativos na plataforma todos os meses, o que equivale a 65% da população economicamente ativa do país. Olhando adiante, e tomando os millennials como a próxima grande massa ativa de compra, a penetração é ainda mais expressiva: são 40 milhões no Facebook ou 98 % dos millennials do país. Malu Lopez, Facebook.

Essa análise faz parte do estudo High-Tech Retail, realizado pela Croma Marketing Solutions, que detectou dez macrotendências para o varejo nos próximos anos: Eu, mobile (mobilidade como integradora de dois mundos), Aqui e agora (obrigação de ser útil e entreter), Varejo self-service (foco no autoatendimento), Comparando e comprando (poder inexplorado dos buscadores), Quem experimenta, compra (experiência virtual sedutora), Além do plástico (revolução dos meios de pagamento), Servimos bem para servir sempre (sai vendedor e entra consultor), Líderes de varejo e de tecnologia (varejista do futuro é high-tech), Não é só o front-end (reinvenção das operações) e Shopper, shopper, shopper (está na hora de conhecê-lo).

O estudo High-Tech Retail completo pode ser baixado clicando aqui.

Nos próximos posts vamos falar sobre essas macrotendências.

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