As 10 principais tendências para o varejo nos próximos anos

Tendências do varejo
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No estudo do High-Tech Retail (que pode ser baixado aqui), realizado pela Croma Marketing Solutions, foram detectadas dez macrotendências para o varejo nos próximos anos: Eu, mobile (mobilidade como integradora de dois mundos), Aqui e agora (obrigação de ser útil e entreter), Varejo self-service (foco no autoatendimento), Comparando e comprando (poder inexplorado dos buscadores), Quem experimenta, compra (experiência virtual sedutora), Além do plástico (revolução dos meios de pagamento), Servimos bem para servir sempre (sai vendedor e entra consultor), Líderes de varejo e de tecnologia (varejista do futuro é high-tech), Não é só o front-end (reinvenção das operações) e Shopper, shopper, shopper (está na hora de conhecê-lo).

No último post falamos sobre como será o comportamento de compra do brasileiro no futuro e nesse post detalhamos melhor as tendências que serão destaque no varejo brasileiro nos próximos anos, confira:

A mobilidade integradora dos dois mundos

Pesquisa e compra em meios digitais aumentam significativamente nos próximos três anos. Alimentos e bebidas são pesquisados atualmente pela internet por 22% dos entrevistados e há intenção de pesquisa futura de 38%; ainda nesta categoria, a compra atual salta de 5% para 25% em intenção futura. Cosmético e perfumaria, categoria pesquisada atualmente por 43% dos entrevistados, tem intenção de pesquisa futura por 57% da amostra. Já a compra passa de 20% para 43%. Se a internet cresce em importância na jornada de compra do brasileiro, o mobile é o que vai juntar o melhor dos varejos virtual e físico. Entre escolher investir em ponto de venda físico ou digital, escolha os dois. A experi – ência presencial não substituirá a virtual e vice-versa, já que o shopper estará cada vez mais propenso a escolher comprar onde, como e quando quiser. Através de georeferenciamento, será cada vez mais possí – vel mapear clientes e utilizar informações e dados para gerar inteligência de personalização. A tríade big data, mobilidade e usabilidade são exemplos capazes de inte – grar os dois mundos, gerando, inclusive, consistência de preços em todos os canais e promoções em tempo real.

A explosão dos smartphones, que devem rapidamente ganhar a população toda, tornará o comprador online e off-line uma coisa só. O acesso a todas as informações de preço, produtos, com apoio de localização e serviços adicionais, vai acelerar mudanças no comportamento das pessoas. Além disso, o e-commerce será quase que exclusivamente móvel. Pagamentos serão feitos por celular e este será nossa nova carteira de documentos. – Murilo Boccia, Natura

A obrigação de ser útil e entreter

As tecnologias estimuladas neste estudo se mostram úteis para mais de 50% dos respondentes e serão responsáveis por viabilizar, em tempo real, a melhor compra, seja no preço, seja na experiência. O varejo será cada vez mais reestruturado com foco integral no shopper, usando as tecnologias para ser útil e entreter. Alguns exemplos dos viabilizadores dessa tendência: vídeos explicativos, aplicativos de compra, novos meios de pagamento e autoatendimento.

É grande o número de consumidores que estão na loja física e pesquisam online, e acessam inclusive o site da própria empresa, buscando informações dos conteúdos. O inverso também ocorre. Os varejos já têm a retirada em loja, quando o cliente compra no site e não quer esperar ou pagar o frete. As fronteiras entre o físico e o digital estão cada vez menores. – Maria Cristina de Amarante Merçon, Saraiva

Foco no autoatendimento

60% dos shoppers afirmam que pretendem usar muito o autoatendimento. Tecnologias como check-out automático e personalização de layout de lojas físicas e digitais são alguns viabilizadores dessa tendência. O varejo self-service deve primar pela conveniência da compra e por tecnologias capazes de evidenciar benefícios, como vídeos explicativos, telas interativas, realidade aumentada e visualização 3D, por exemplo. O shopper será cada vez mais independente, visual e interativo, especialmente os millennials, que apresentam os resultados mais expressivos de aderência às tecnologias.

Intenção de uso das tecnologias no varejo

O poder inexplorado dos buscadores

A busca online já é relevante na maioria das categorias pesquisadas, sempre com tendência de crescimento. Destaca-se aqui o papel protagonista dos buscadores como ferramenta de apoio ao shopper. De modo geral, há o entendimento de que a missão dos buscadores seria ampliar as cestas de opções de produtos e serviços durante as compras. No entanto, os entrevistados tendem a encarar os buscadores como meros intermediá- rios entre as lojas que comercializam os itens que pretendem adquirir, e percebem pouco valor agregado ao serviço de busca.

A experiência virtual sedutora

O crescimento das compras multicanal vai alavancar a necessidade de promover experimentação virtual de produtos, o que é uma demanda do shopper no varejo físico. Tecnologias como realidade aumentada, vídeos e 3D serão ferramentas importantes para aproximar o shopper da sua compra, já que 28% se empolgam a comprar através de aplicativos, 26% através da realidade aumentada e 25% através da visualização 3D. Experimentar, definitivamente, auxilia a conversão.

Grau de inovação das tecnologias

A revolução dos meios de pagamento

49% pretendem utilizar muito novos meios de pagamento, dispensando o uso de cartões ou dinheiro físico, contra 7% que refutam inovações do gênero. A adesão surge como uma tendência que confirma o investimento feito por grandes players do mercado na busca de soluções seguras, inovadoras e práticas. As fintechs (start ups de tecnologia no setor financeiro) passaram a liderar uma movimentação frenética que obriga bancos e instituições de meios de pagamento a acelerar a inovação exigida pelo shopper. Nos próximos três anos, esse tipo de solução será muito mais relevante, acirrando a competitividade.

Importâncias das tecnologias

Sair o vendedor, entra o consultor

O que vai influenciar a compra futura é a comodidade (69%), o tempo (61%) e o atendimento (44%), ou seja, conveniência e experiência são fundamentais para alavancar vendas. O autoatendimento tem aderência em quase todos os canais para 60% dos shoppers. O vendedor, portanto, tende a ceder espaço ao consultor, fruto do impacto principal do comportamento de millennials e Geração Z. Capacitar o ponto de venda com informações e tecnologias aptas a orientar o shopper tornará a experiência de compra mais atrativa.

Influência nas compras no futuro

As pessoas estão mais práticas, querem agilidade e você deve proporcionar uma solução tecnológica que as atenda nesse sentido. Se não houver utilidade para o consumidor, a tecnologia não terá adesão. Passar os produtos no caixa e escanear um a um não parece ser vantagem para o consumidor. Deveria ser automático. Nos EUA tem self check-out por peso. Você passa as compras, e a balança reconhece os produtos sem o cliente fazer nada. – Gabriele Bellini, Grupo Tectra

Líderes de varejo e de tecnologia

Mais de 50% declaram que as tecnologias serão úteis no momento de compra, como aplicativos (58%), novos meios de pagamento (57%), autoatendimento (56%) e visualização 3D (44%). Pouco a pouco, as inovações tecnológicas irão tomar conta do ponto de venda. Quem mais rapidamente se adequar às demandas do shopper, ganhará eficiência e alcançará melhores resultados. Se o shopper está aberto a absorver novas tecnologias para experiências de compra, o omnichannel, quando comparado a uma expansão física, é uma forma barata de ampliar negócios e está 100% pautado em experiências.

A reinvenção das operações varejistas

A integração de canais precisa ir além do sortimento de pontos de contato. Esqueça as operações complexas. Esqueça que o e-commerce é um concorrente do varejo físico. As tendências de comportamento do shopper, como comprar online e retirar em um ponto físico, vão exigir operações mais simples e automatizadas entre diferentes canais e formatos de loja. A tecnologia será a facilitadora de um modelo de gestão pautado por agilidade e conveniência, desde a produção, passando por sortimento, até logística e pagamento. Por exemplo, a tecnologia pode auxiliar em processos logísticos se depósitos e lojas puderem receber dados em tempo real sobre a localização de uma entrega.

Pesquisa Atual e Futura

Está na hora de conhecer seu consumidor

Varejistas e fabricantes entendem muito de consumidor, mas ainda pouco de shopper. As inova- ções em produtos e serviços são ainda pautadas nas necessidades de consumo, mas os pontos de venda ainda carecem de inovações pensadas e desenvolvidas para o comprador. O foco nos próximos três anos deve estar no entendimento da jornada de compra. Tecnologias digitais e móveis compõem uma inteligência de comportamento rica e plena de nuances. Mais uma vez, big data, CRM e neurociência cognitiva são alguns dos viabilizadores dos algoritmos que vão mapear o comportamento do shopper. O desafio será realizar uma integração inteligente das várias informações do comportamento humano.

O ponto de venda do futuro será voltado ao shopper e com ações em tempo real. – Adriana Knackfuss, Coca-Cola Brasil

Considerações finais

A integração das tecnologias promoverá maior interação entre compradores e marcas, tornando os processos de compra cada vez mais convenientes. Diante desta realidade, a experiência de compra torna-se vital para as marcas, baseada não somente em portfólio de produtos ou serviços, mas em conteúdo relevante. Hoje o shopper busca por agilidade e eficiência ao longo da jornada. Dentre as tecnologias testadas, o autoatendimento, os meios de pagamentos e os aplicativos de compra surgem com alto grau de adesão em todos os canais pesquisados. Realidade aumentada e novos meios de pagamento apresentam uma grande tendência de uso, assim como telas interativas e visualização em 3D. Dado o caráter volátil do comportamento humano e a capacidade de transformação e inovação da tecnologia, este estudo não pretende ser conclusivo. Cabe ao varejo e à indústria o contínuo monitoramento de hábitos e atitudes do shopper na busca por soluções capazes de gerar diferenciação e sustentabilidade do negócio. O High-Tech Retail® aponta, neste momento, que a utilidade e o entretenimento são os vetores importantes no encontro do comportamento de compra com a tecnologia.

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Para baixar o estudo completo gratuitamente, clique aqui.

 

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